Agência, freelancer ou plataforma pronta: como escolher quem vai fazer o seu site

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Três cartões de cobre flutuando em leque com um sinal de confirmação âmbar sobre o do meio, representando a escolha entre fornecedores

Não existe uma opção certa para todo mundo, mas existe uma regra que evita quase todo arrependimento: escolha pelo que você vai receber no fim, não pelo preço de entrada. Plataforma pronta serve para quem precisa de presença básica e vai cuidar sozinho. Freelancer serve para quem tem escopo claro e sabe o que pedir. Agência serve para quem precisa de várias frentes ao mesmo tempo. E profissional independente com carteira própria serve para quem quer falar direto com quem executa. Abaixo está o que muda entre eles e as perguntas que revelam cada um.

Os quatro caminhos, sem romantismo

  • Plataforma pronta (você monta). Assinatura mensal, modelos prontos, você arrasta e escreve. Custa de R$ 30 a R$ 150 por mês e fica no ar em um fim de semana. Em troca, o site é parecido com milhares de outros, a personalização tem teto e você depende daquela empresa para sempre. Serve bem para validar uma ideia ou para negócio que só precisa de um cartão de visita online.
  • Freelancer. Faixa comum de R$ 1.500 a R$ 6.000 para site institucional. É o melhor custo por hora do mercado quando você acerta a pessoa. O risco não é técnico, é de continuidade: uma pessoa só, que pode ficar doente, mudar de área ou sumir. Isso pesa menos na construção e muito depois, quando você precisa de um ajuste.
  • Agência. Faixa comum de R$ 6.000 a R$ 30.000 ou mais. Você contrata estrutura: equipe, processo, prazo formal e alguém para cobrar. O ponto de atenção é a distância. Quem vende não é quem executa, e em agência grande um cliente pequeno costuma ficar com a equipe mais júnior.
  • Estúdio ou profissional independente. Fica entre os dois anteriores, tanto em preço quanto em risco. Você fala com quem constrói e mantém um interlocutor só do começo ao fim. Confira se existe portfólio com sites que ainda estão no ar e se há um plano claro para quando o responsável não puder atender.

Existe um quinto caminho que ninguém anuncia: o conhecido que “mexe com isso”. Costuma sair barato e costuma terminar do mesmo jeito, com o site pela metade e ninguém confortável para cobrar. Quando funciona, funciona porque a pessoa é profissional de verdade, e aí vale tratar como fornecedor: escopo, prazo e pagamento por escrito.

Por que os orçamentos variam tanto

Receber propostas de R$ 900 e de R$ 12.000 para o mesmo pedido é normal, e quase nunca significa que alguém está tentando enganar você. Significa que cada um entendeu um trabalho diferente. O barato geralmente inclui um modelo pronto com o seu logotipo e os textos que você enviar. O caro inclui pesquisa, textos escritos por alguém, estrutura pensada para busca e acompanhamento depois. O que realmente move o preço está destrinchado em quanto custa fazer um site para empresa.

Para comparar com justiça, peça todas as propostas com a mesma lista: quantas páginas, quem escreve os textos, quem tira as fotos, quantas rodadas de ajuste, e o que acontece depois da entrega.

As sete perguntas que revelam o fornecedor

Faça as mesmas sete para todos os candidatos. As respostas separam quem entrega de quem promete:

  1. Em nome de quem fica o domínio e a hospedagem? A única resposta aceitável é “no seu”. Qualquer outra transforma o seu site em refém mais tarde.
  2. O que eu recebo no dia da entrega? Você quer ouvir acessos de administrador, domínio, hospedagem, Analytics e Search Console. A lista completa está em o que exigir na entrega do projeto.
  3. Quem escreve os textos? Muita proposta barata assume que você manda tudo pronto. É legítimo, desde que esteja claro antes, porque escrever o site costuma ser a etapa que mais atrasa.
  4. Consigo mudar um texto sozinho depois? Se a resposta for não, cada vírgula vai virar um chamado e uma espera. Peça para ver como se edita uma página antes de fechar.
  5. Me mostra três sites seus que estão no ar hoje? Não imagem de portfólio, endereço para abrir. Abra no celular e repare no tempo de carregamento.
  6. Quantas rodadas de ajuste estão inclusas? Sem esse número, ou o projeto não termina nunca ou você aceita a primeira versão por cansaço.
  7. E depois de entregue, como funciona? Você precisa saber quanto custa um ajuste avulso e em quanto tempo alguém responde se o site cair.

Sinais de alerta

Alguns padrões se repetem em projetos que dão errado. Proposta sem escopo escrito, só com um valor e a palavra “site”. Prazo de três dias para algo que normalmente leva semanas, tema tratado em quanto tempo leva para criar um site. Promessa de primeiro lugar no Google, que ninguém pode garantir. Recusa em dizer em que sistema o site será feito. E pagamento integral antecipado sem contrato nenhum.

Nenhum desses itens é, sozinho, prova de má intenção. Dois ou três juntos costumam ser.

O que decidir antes de pedir orçamento

Você recebe propostas melhores quando chega com três coisas definidas. A primeira é o objetivo em uma frase: receber pedido de orçamento, vender online, mostrar portfólio, aparecer na busca. A segunda é a lista de páginas que você imagina. A terceira é a faixa de orçamento, mesmo que aproximada, porque ela evita que todo mundo perca tempo com proposta fora da realidade.

Se você ainda está em dúvida entre refazer o que existe ou começar do zero, vale decidir isso antes de conversar com fornecedor. O critério está em quando vale a pena refazer o site da empresa.

Perguntas frequentes

Vale a pena fazer o site sozinho em plataforma pronta?

Vale quando o objetivo é existir online rapidamente e o site não é o principal canal de venda. Deixa de valer quando a empresa depende dele para receber pedido, porque aí limitações de estrutura, velocidade e busca custam mais do que a assinatura economiza.

Agência é sempre melhor que freelancer?

Não. Agência entrega estrutura e continuidade, freelancer entrega proximidade e preço. Para um site institucional de empresa de serviços, um bom freelancer costuma resolver com folga. Agência compensa quando o projeto envolve várias frentes ao mesmo tempo e prazos formais.

Posso trocar de fornecedor depois sem perder o site?

Pode, desde que o domínio, a hospedagem e os acessos estejam no seu nome e o site tenha sido feito em um sistema comum de mercado. Se estiver em plataforma fechada ou em sistema proprietário do fornecedor, a troca vira reconstrução. Essa diferença está explicada em WordPress, plataforma fechada ou sob medida.

Como pagar sem correr risco?

O formato mais comum e mais equilibrado é dividir em etapas: uma parte na aprovação do escopo, uma parte na aprovação do layout e o restante na entrega dos acessos. Assim os dois lados têm garantia e ninguém fica exposto.

Preciso de contrato mesmo para um site pequeno?

Precisa, e ele não precisa ser longo. Uma página com escopo, prazo, valor, número de ajustes inclusos e quem fica com os acessos já resolve a maior parte dos conflitos que aparecem depois.

Em resumo

A escolha entre plataforma, freelancer, agência e estúdio importa menos do que as respostas que você consegue antes de assinar. Se o domínio fica no seu nome, se você recebe todos os acessos, se sabe quantos ajustes estão inclusos e quem atende depois, quase qualquer um desses caminhos funciona. Se você não consegue essas respostas com clareza, nenhum deles funciona, por mais barato que seja.

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