Resposta rápida
Imobiliária precisa de site porque o portal atende só um dos três públicos do negócio. O portal entrega quem está comparando imóveis, com o lead repartido entre corretores e o contato retido pela plataforma. O site atende quem pesquisou o nome da empresa, quem busca por bairro e, sobretudo, o proprietário que quer vender ou alugar e procura imobiliária no Google, não no portal. Para isso ele precisa de página por imóvel com descrição própria, busca por bairro e faixa de preço, uma página por região, uma página explicando captação e taxas para o proprietário, CRECI visível e fotos leves o bastante para abrir no celular na rua.
Imobiliária e corretor dependem de portal para ter volume, e o portal cobra caro por isso: o anúncio aparece ao lado do concorrente, o lead chega repartido com outros corretores e o contato do cliente fica com a plataforma. O site próprio não substitui o portal; ele resolve o que o portal não faz. É onde o proprietário que quer vender ou alugar procura a imobiliária, onde o comprador confere se a empresa existe de verdade, e onde o imóvel pode ser encontrado pelo bairro em que ele está.
O lead do portal e o lead do site não são o mesmo lead
Quem entra no portal está comparando imóveis e manda mensagem para três anúncios ao mesmo tempo. Você disputa pelo preço e pela foto, e a conversa começa fria. Quem chega ao seu site pesquisou o nome da imobiliária, ou procurou “apartamento no centro” com o nome da cidade, ou quer saber quanto a sua empresa cobra para administrar um aluguel. Esse segundo lead vale mais, custa menos e não está falando com mais ninguém no mesmo minuto.
Existe ainda um terceiro público que o portal simplesmente não atende: o proprietário. Quem tem um imóvel para vender ou alugar não entra no portal procurando imobiliária, procura no Google. Se a sua empresa não tem página explicando como funciona a captação, a avaliação, a administração do aluguel e o que está incluso na taxa, ela não aparece para quem traz o produto.
O que o site de uma imobiliária precisa ter
- Uma página por imóvel, com endereço aproximado, metragem, características, fotos próprias e um botão de contato que já identifica o imóvel na mensagem.
- Busca por bairro, tipo e faixa de preço, que é como a pessoa procura de verdade. Ninguém pesquisa por código de referência.
- Uma página por bairro ou região, dizendo algo verdadeiro sobre morar ali. É o que faz o site aparecer para “casa para alugar no Zona 7” sem competir de frente com os portais.
- Página para o proprietário: como funciona a captação, o que a avaliação leva em conta, quais são as taxas e o que a imobiliária resolve no lugar dele.
- CRECI visível, da empresa e dos corretores. A exigência de identificação em anúncio vem do sistema Cofeci-Creci e vale para o site como vale para a placa.
- Equipe com nome e foto. Em cidade média, boa parte do negócio ainda vem de confiança em pessoa, não em marca.
- Integração com o sistema de gestão, para o imóvel entrar e sair do site sem ninguém cadastrar duas vezes.
Os dois erros que mais aparecem
Site que é só um espelho do portal
Muita imobiliária publica exatamente o mesmo texto e as mesmas fotos do anúncio do portal. O buscador já conhece esse conteúdo e não tem motivo para mostrar a sua versão. Vale escrever a descrição do imóvel de um jeito próprio, falando do bairro, da rua, do que tem em volta. Dá trabalho, e é justamente por isso que quase ninguém faz.
Fotos pesadas que travam no celular
Imobiliária é um dos setores que mais sofre com peso de página, porque cada imóvel tem vinte fotos em alta resolução. No computador do escritório parece ótimo; na rua, com sinal irregular, o visitante desiste antes de a galeria abrir. O que realmente pesa no carregamento está em site lento afasta cliente, e o teste honesto no celular em site no celular.
O perfil no Google vale tanto quanto o site
Imobiliária é negócio local, e boa parte da procura termina no bloco de mapa antes de chegar a qualquer site. Categoria correta, horário, fotos reais da fachada e avaliações respondidas movem mais ponteiro do que a maioria das reformas de layout. O passo a passo está em perfil da empresa no Google, e a comparação entre os dois canais em já tenho perfil no Google, ainda preciso de site?.
Por onde começar
- Escreva primeiro a página do proprietário. É o público que ninguém disputa e o que alimenta todo o resto do negócio.
- Escolha os três bairros em que a empresa mais vende e faça uma página para cada um, com texto próprio.
- Padronize a página de imóvel: mesma estrutura, descrição escrita por gente, contato que já diz qual imóvel.
- Coloque CRECI, equipe e endereço visíveis, e preencha o perfil no Google com a mesma informação.
Perguntas frequentes
Vale a pena ter site se eu já anuncio no ZAP, VivaReal e OLX?
Vale, porque os dois públicos são diferentes. O portal traz quem está comparando imóvel; o site traz quem procurou a sua empresa, quem busca por bairro e, principalmente, o proprietário que quer colocar um imóvel para vender ou alugar. Esse último não está no portal, está no Google. Além disso, o contato de quem chega pelo portal fica com a plataforma, e o de quem chega pelo site é seu.
Preciso integrar o site com o meu sistema de gestão de imóveis?
Se a carteira passa de algumas dezenas de imóveis, sim, senão alguém vai cadastrar tudo duas vezes e o site vai ficar desatualizado em um mês. A maior parte dos sistemas do setor oferece integração, e vale confirmar isso antes de fechar o projeto, não depois.
Posso usar as mesmas fotos e descrições do portal?
As fotos sim, são suas. A descrição vale reescrever: texto repetido palavra por palavra em vários lugares faz o buscador escolher uma versão e ignorar a outra, e a escolhida costuma ser a do portal, que tem mais autoridade. Descrever o bairro e o entorno com palavras próprias é o que diferencia a sua página.
Quanto custa um site com busca de imóveis?
Depende de três coisas: quantos imóveis entram, se há integração com o sistema de gestão e quais filtros a busca precisa ter. Um site institucional com página de proprietário e alguns imóveis em destaque é bem mais simples do que um portal próprio com busca completa. O que move o preço está em quanto custa fazer um site para empresa.
Em resumo
O portal vende imóvel; o site constrói a imobiliária. É nele que o proprietário encontra você, que o comprador confirma que a empresa é séria e que o bairro vira porta de entrada na busca. Comece pela página do proprietário e por três bairros, cuide do peso das fotos e mantenha CRECI, equipe e endereço visíveis. Como um projeto desses é conduzido, do escopo à entrega dos acessos no CNPJ da empresa, está em sobre a Z3roStudio.
