Site no celular: por que a versão mobile decide a venda

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Existe um hábito que atrapalha quase toda aprovação de site: o empresário avalia o projeto no monitor grande do escritório, com internet boa. O cliente dele abre a mesma página no celular, no meio da rua, com sinal irregular. São experiências completamente diferentes, e a segunda é a que decide a venda.

O Google avalia a versão de celular

Há anos o Google usa indexação mobile-first: ele rastreia e avalia o seu site pela versão que aparece no celular, não pela de computador. Se algum conteúdo foi escondido no mobile para “deixar mais limpo”, ele pode simplesmente não contar.

Ou seja: a versão de celular não é uma adaptação secundária do site. Para efeito de busca, ela é o site.

Os problemas que mais aparecem

Texto pequeno demais

Se o visitante precisa dar zoom para ler, você perdeu. Texto corrido no celular precisa de tamanho confortável e espaço entre linhas, principalmente porque boa parte do seu público tem mais de 40 anos.

Botões pequenos e grudados

Dedo não é cursor. Alvos de toque precisam ser generosos e ter respiro entre eles. Botão de WhatsApp encostado no de telefone gera ligação sem querer, e a pessoa desiste.

Rolagem lateral

Quando alguma coisa é mais larga que a tela, a página inteira desliza para os lados. É desconfortável e passa impressão de site quebrado. As causas mais comuns são tabelas largas, imagens com tamanho fixo e blocos de código.

Formulário incômodo

Campo de telefone precisa abrir o teclado numérico, campo de e-mail precisa abrir o teclado com arroba. Parece detalhe, mas cada obstáculo reduz o preenchimento.

Elementos cobrindo a tela

Aviso de cookies gigante, pop-up de desconto e botão flutuante somados podem ocupar quase toda a área visível de um celular. No computador ocupavam um canto.

Conteúdo escondido

Se a seção de depoimentos some no celular porque “ficava ruim”, você removeu justamente a prova social de quem mais precisa dela.

Um teste honesto, em cinco minutos

Pegue o seu celular, desligue o wi-fi e use a rede de dados. Abra o site como se fosse um cliente e observe:

  1. Em quanto tempo apareceu alguma coisa útil na tela?
  2. Dá para entender o que a empresa faz sem rolar a página?
  3. Você consegue ler tudo sem aproximar a tela?
  4. Os botões respondem no primeiro toque, sem erro de alvo?
  5. Alguma coisa desliza para o lado quando não deveria?
  6. Quantos toques até falar com alguém da empresa?

Depois peça para duas pessoas que não conhecem o negócio fazerem o mesmo. Você já sabe onde tudo está, então é o pior avaliador possível do próprio site.

A pergunta que resume tudo: quantos toques um desconhecido precisa dar para conseguir falar com a sua empresa?

O que priorizar

Se você puder corrigir poucas coisas, corrija nesta ordem: velocidade de abertura, clareza da primeira tela, tamanho do texto e facilidade de contato. Essas quatro respondem pela maior parte da diferença entre um site que gera contato e um que só existe.

Em resumo

Responsivo não quer dizer apenas que o layout encolhe sem quebrar. Quer dizer que a experiência continua boa em uma tela pequena, com uma mão só e conexão instavel. Aprove o seu próximo site pelo celular, e a maioria desses problemas nem chega a nascer.

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