Google Ads ou aparecer de graça no Google: onde investir primeiro

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Foguete de cobre com chama âmbar ao lado de um broto plantado em um vaso de cobre, comparando resultado imediato e crescimento ao longo do tempo

Se você precisa de orçamento este mês, comece por Google Ads. Se você quer parar de depender de anúncio daqui a um ano, comece por SEO. Os dois não competem, resolvem problemas diferentes: o anúncio compra atenção agora e para no dia em que você para de pagar, enquanto o trabalho de aparecer organicamente demora meses e continua rendendo depois. A escolha depende de quanto tempo você tem para esperar e de quanto você aguenta gastar por mês.

A diferença prática entre os dois

Quando alguém pesquisa no Google, os primeiros resultados costumam vir marcados como patrocinados. São anúncios, e quem está ali pagou por aquele clique. Logo abaixo vem o mapa com as empresas da região e, em seguida, os resultados normais. Nesses dois últimos ninguém paga por clique.

Isso muda tudo na hora de decidir:

  • Anúncio começa hoje. Você configura de manhã e pode receber ligação à tarde. Também para hoje, se você desligar.
  • Resultado orgânico demora. Entre três e nove meses para uma empresa nova aparecer bem, dependendo da concorrência da cidade e do serviço.
  • Anúncio é aluguel, orgânico é construção. Um vira despesa fixa mensal. O outro vira um ativo que continua trazendo cliente mesmo em mês ruim de caixa.
  • Anúncio é medido no dia. Você vê exatamente quanto gastou e quantos contatos vieram. No orgânico a medição existe, mas leva mais tempo para virar número confiável.

Quando Google Ads é a escolha certa

Anúncio faz sentido em quatro situações bem definidas. Quando a empresa acabou de abrir e precisa dos primeiros clientes antes de qualquer outra coisa. Quando existe uma data, como uma campanha sazonal ou uma inauguração, e não dá para esperar. Quando o serviço é de urgência, do tipo que a pessoa pesquisa e contrata na mesma hora, como chaveiro, desentupidora ou conserto emergencial. E quando você quer testar se existe demanda para um serviço novo antes de investir em conteúdo sobre ele.

Nesse último caso o anúncio funciona como pesquisa de mercado barata. Duas semanas de campanha dizem, com dados reais, se aquele serviço é procurado na sua região.

Quando o caminho orgânico é a escolha certa

O trabalho de aparecer sem pagar por clique compensa quando o cliente pesquisa antes de decidir e demora para fechar. Contabilidade, advocacia, arquitetura, clínica, consultoria, indústria: nesses casos a pessoa lê, compara, pergunta e só depois entra em contato. Quem aparece durante essa pesquisa entra na lista final.

Também compensa quando o custo do clique na sua área está alto. Em setores concorridos o anúncio fica caro justamente porque todo mundo está ali, e aí a alternativa de aparecer organicamente deixa de ser “a opção lenta” e passa a ser a opção viável.

E existe um item que dá resultado rapidamente mesmo sendo gratuito: o perfil da empresa no Google, aquele que aparece no mapa. É a coisa mais rápida de arrumar e a que mais gera ligação para negócio local. Está detalhado em perfil da empresa no Google.

Quanto custa cada caminho

No Google Ads você paga por clique, e o valor varia muito por setor e cidade. Para serviços locais no Brasil o clique costuma ficar entre R$ 1 e R$ 8, chegando bem mais alto em áreas disputadas como advocacia e saúde. Orçamento abaixo de R$ 600 por mês raramente gera volume suficiente para você aprender alguma coisa com a campanha. Some a isso a gestão, se você contratar alguém.

No caminho orgânico não existe custo por clique. O investimento vai para conteúdo, estrutura do site e tempo. É um gasto que se acumula em vez de evaporar: o artigo publicado neste mês continua trazendo visita daqui a dois anos, lógica explicada em blog para empresa vale a pena.

O erro que queima orçamento de anúncio

O erro mais caro não é escolher errado entre os dois. É anunciar mandando o clique para uma página que não fecha nada.

Acontece o tempo todo: a campanha leva a pessoa para a página inicial do site, ela não encontra o serviço que foi anunciado, não vê preço nem prazo, não acha o botão de contato no celular e sai. Você pagou pelo clique do mesmo jeito. Um site lento piora tudo, porque parte das pessoas desiste antes mesmo da página abrir, assunto de site lento afasta cliente.

Antes de subir campanha, garanta o básico: uma página específica para o serviço anunciado, com o que está incluso, uma forma óbvia de falar com você e abertura rápida no celular. O que essa página precisa ter está em o que uma landing page precisa ter.

Como dividir quando o orçamento é curto

A maioria das empresas pequenas não tem dinheiro para fazer os dois bem feitos ao mesmo tempo. Uma ordem que costuma funcionar:

  1. Perfil no Google organizado. Custa zero, leva uma tarde e é o que mais gera contato para negócio de bairro ou de cidade.
  2. Uma página boa por serviço principal. Sem isso, nem anúncio nem busca orgânica têm para onde mandar as pessoas.
  3. Anúncio focado em um serviço só. Um serviço, uma cidade, uma página de destino. Espalhar orçamento pequeno em muitas frentes não gera resultado em nenhuma.
  4. Conteúdo, com o anúncio pagando as contas enquanto isso. Aqui o anúncio sustenta o caixa enquanto a base orgânica cresce, e a dependência dele cai com o tempo.

Perguntas frequentes

Anunciar no Google ajuda a aparecer melhor nos resultados normais?

Não. São sistemas separados e pagar por anúncio não melhora a posição orgânica. O que acontece de verdade é indireto: a campanha traz visitantes, e o comportamento deles mostra quais páginas convertem e quais palavras o cliente realmente usa. Essa informação vale muito para o trabalho orgânico.

Com quanto dá para começar a anunciar?

Tecnicamente dá para começar com qualquer valor, mas abaixo de R$ 600 por mês o volume de cliques costuma ser pequeno demais para você saber se funcionou ou se foi sorte. Se o orçamento é menor que isso, concentre em um único serviço e uma única cidade em vez de dividir.

Quanto tempo até aparecer bem sem pagar?

Para um site novo, de três a nove meses até começar a receber visitas relevantes, e mais tempo ainda para termos disputados. Sites que já existem há anos e nunca foram trabalhados costumam reagir mais rápido, porque a base já está indexada.

Posso parar o anúncio depois que o orgânico crescer?

Pode, e é o objetivo de muita empresa. O caminho comum é reduzir aos poucos, acompanhando de onde vem cada contato. Se os pedidos orgânicos sustentam a agenda, o anúncio deixa de ser necessidade e vira ferramenta de campanha pontual.

E as redes sociais, entram nessa conta?

Entram, mas com outra função. No Google a pessoa já está procurando o que você vende. Na rede social você interrompe alguém que estava vendo outra coisa. As duas funcionam, só que a intenção de compra é muito maior em quem pesquisou.

Em resumo

Anúncio resolve o problema de hoje, conteúdo resolve o de daqui a um ano, e nenhum dos dois substitui o outro. Antes de escolher, responda uma pergunta bem concreta: se você desligasse a campanha amanhã, quantos pedidos ainda chegariam por semana? Se a resposta for zero, você não tem uma estratégia de aquisição, tem uma assinatura mensal. E se a resposta for zero porque nem site você tem ainda, o começo está em site institucional ou landing page.

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